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19 January
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A História do Esmalte

Apesar de tantos usos na contemporaneidade, o esmalte já integrava o cotidiano da realeza do Antigo Egito. Por volta de 3000 a.C., chineses e egípcios já tinham o costume de adornar as unhas. As mulheres egípcias aplicavam henna preta, as cores mais vibrantes ficavam relegadas ao uso da família real e chegavam a despertar algumas preferências entre as rainhas do Egito. Cleópatra tinha uma clara preferência pela tonalidade vermelho-escura. Já, Nefertiti tinha mais gosto pelo esmalte de tom rubi. Os chineses misturavam ingredientes: clara de ovo, cera de abelha, gelatina e pétalas esmagadas para que a cor ficasse rosada ou avermelhada (na China, as unhas compridas eram sinal de beleza!). Em 1.800, as unhas curtas e arredondadas eram as preferidas. Em 1.830 na Europa criaram o “afastador de cutículas” que antes eram removidas com ácidos e tesouras.

Mas foi em 1920, na França, que o esmalte como conhecemos hoje foi inventado. Na verdade era um verniz, criado pelos irmãos Charles e Martin Revson para proteger a pintura dos carros, mas em 1927, a maquiadora francesa Michelle Menard teve a idéia de modernizar esse verniz para que as mulheres pudessem colorir as unhas e que se dissolvessem com um solvente! O produto era comercializado em potinhos de porcelana e tinham um tom rosado, o pincel era de pelo de camelo e não duravam mais que um dia nas unhas. Os irmãos Revson acharam que o produto tinha potencial e montaram uma fábrica para a sua produção, a Revlon (O S foi substituído por L por conta de Lachman, um químico que se juntou aos irmãos). Vale reforçar que foi só depois do aval de algumas estrelas do cinema como Rita Hayworth e Jean Harlow que os esmaltes Revlon caíram no gosto do público.

Hoje temos inúmeras cores, texturas e tendências diferenciadas no mercado. Qual a sua preferida?

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